Indicação de filme: A Morte e a Vida de Marsha P. Johnson (2017)
Com o mês do Orgulho LGBTQIA+, nossa indicação de filme de hoje tem um objetivo: lembrar que a luta por direitos nasceu das vozes mais marginalizadas e segregadas (inclusive, muitas vezes, dentro da própria comunidade). O Orgulho LGBTQIA+ nasceu de uma mulher trans, negra, prostituta, bastante conhecida na cena drag queen, que acolheu e levantou a voz pela sua comunidade ao mesmo tempo em que escancarou a brutalidade à qual era relegada.
Marsha P. Johnson foi pioneira ao fundar o Gay Liberation Front, um dos primeiros grupos na luta pela diversidade. Resistiu firmemente à batida de Stonewall e por toda sua vida fez frente à violência policial -- marcada não só pela LGBTQIA+fobia, mas pelo racismo institucionalizado. Com sua amiga Sylvia Rivera, fundou a S.T.A.R, associação que abrigava jovens trans sem moradia -- em grande parte, expulsos de casa pelas próprias famílias e encontrando na prostituição a única via de sobrevivência. Denunciou, também, como o próprio movimento que fundou parecia ignorar as pautas trans.
Em 1992, o corpo da ativista foi encontrado no Rio Hudson. Apesar de informações inconclusivas, a hipótese de suicídio silenciou não só as investigações do caso: silenciava, também, mais uma violência direcionada à comunidade trans.
O documentário, além de relembrar a importância histórica de Marsha P. Johnson na luta LGBTQIA+ pelo direito de existir, também acompanha sua amiga Victoria Cruz, ativista que atua na frente contra o genocídio de mulheres trans e negras ao mesmo tempo em que busca a reabertura das investigações e a justiça sobre a morte de Marsha.
O filme foi dirigido por David France e está no catálogo da plataforma de streaming Netflix.



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